quarta-feira, 24 de junho de 2009

O que não foi dito?
O que não foi dito fica para a próxima, quando realmente vai valer a dor de se dizer.
O que foi dito? Já nem me lembro mais...
Já disse tanta coisa e já re-disse, e já des-disse, e já passou...
Que medo pode haver quando não há mais nada...
É real... É verdade.
Tudo.
Uma noite em claro para perder o medo do escuro.
Mais um momento, mais um texto, mais uma porção de textos...
E todo o resto que não vai ser dito.

(02/10/07)

Homenagem ao meu blog morto...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Extra, extra!

Procurada pela imprensa para comentar sobre o abandono de seu antigo blog, Insigne declarou:
"Oi, desculpa, não entendi a pergunta..."

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Vende-se

Estamos vendendo este blog.
Direto com o proprietário.

Estamos atendendo em:

http://quemdenovo.blogspot.com/

segunda-feira, 9 de março de 2009

Eramar...

Eu disse que era mar e disseram que talvez não fosse de matar a sede, então, sentei no meio fio e curti minha ressaca.
Afogaram meus sonhos, invadiram minhas ruas, levaram-me ao desmaio e o que eu descobri em um momento é que ser temido não passa nem perto de ser admirado. E isso tudo virou riso, mesmo que eu tenha entendido tudo ao contrário.
Definitivamente, existem males que vem para o bem.
Foram as pegadas no chão que mostraram que esse mar não dava pé. Foi a gota que faltava para criar um vazio, não é? E eu tapei meus olhos e simplesmente joguei-me com o queixo no peito. Coloquei uma pedra nessa minha ressaca e não era de gelo... E eu que sempre achava que tudo tinha jeito, dessa vez entendi tudo direito.
Definitivamente, existem males que vem para o bem.

Se a gota que faltava era tanto...
Eu desisto de ter para descobrir o que falta...
Se nossos erros servem para nos ensinar...
Definitivamente...
Eu disse que era mar...

*inspirado por uma canção que foi inspirada num texto meu...

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.


Ausência - Vinícius de Moraes

quinta-feira, 5 de março de 2009

amanhã, talvez

estou com os dedos cruzados, torcendo para que tirem- me desse martírio em que me coloquei há alguns anos atrás, sem saber... minha cabeça lateja, eu já devia ter fugido há muito tempo, quando as coisas começaram a ficar estranhas, é o que eu penso sem parar. o telefone toca, o desespero em ouvir o telefone tocar volta, reprimido depois de meses, a voz do outro lado é a mesma, o jeito de falar é o mesmo, o desespero, por fim, se justifica. penso no caminho que vem pela frente, em todo o drama que eu já passei e solicitam-me que eu passe de novo. recuso-me, torcendo para que tirem-me desse martírio. não venta, não chove. o sol, que parece ter esquecido que há horas já não é mais meio-dia, impede-me de pensar logicamente. vou fugir, é o que penso, já devia ter fugido. lembro que a resposta certa nunca esteve tão próxima de ser dada e acalmo-me, nada de ruim pode haver... tento alcançar alguma pessoa que eu reconheça, que reconheça-me e acalme-me sem saber que passo pelo meu martírio, esta pessoa não está disponível. desespero-me, depois penso que é só a vida normal que deve estar acontecendo e eu não fiquei sabendo, e só. respiro fundo, os dedos cruzados, amanhã a resposta certa poderá ser dada, torço.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Enquanto isso, a alma informa nossa humanidade que há vida abundante além dos fingimentos cotidianos da normalidade. A alma informa em sonhos, informa como uma coceira que não pára de coçar, mas que nenhum de nós consegue encontrar o lugar certo para coçá-la e aliviar a inquietante sensação. Vez por outra, esta coceira emerge como um pesadelo e acordamos suando frio no meio da noite, cientes de que perdemos tempo, de que existimos aquém do que merecemos e do que podemos fazer, porque a maior parte do tempo gastamos recursos derivando nossos desejos e pensamentos para as coisas que fingimos ser importantes, apenas porque todo mundo luta por elas: dinheiro, sexo, posição social, influência e imagem. Há mais vida, muita mais vida.

Disse o sábio...

terça-feira, 3 de março de 2009

Inspirações da Direção de Arte

Nossa razão é a busca pela perfeição, encontrá-la seria o fim...
 
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